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Saúde

Campinas atinge meta de mortalidade infantil

RAC Campinas - | 24/07/2018 | 09:39
foto Procedimentos necessários nos primeiros meses de vida: acima, a coordenadora da Saúde da Mulher, Adolescente e Criança, Tânia Marcucci Oliveira

Dados da Secretaria Municipal de Saúde de Campinas, divulgados ontem, revelam que o município está na contramão da tendência de mortalidade infantil no Brasil, segundo comparativo entre os anos de 2016 e 2017. A cada mil crianças campineiras nascidas no ano passado, 8,88 morreram. Em 2016, esse número foi de 9,04, segundo a Saúde. É considerada mortalidade infantil, óbitos registrados nos 12 primeiros meses de vida de uma criança, ou seja, entre zero a um ano de idade.

“A meta em Campinas é sempre trabalhar abaixo dos dois dígitos e com base em nosso levantamento, nós estamos bem e sempre trabalhando para melhorar ainda mais”, afirmou a coordenadora da Saúde da Mulher, Adolescente e Criança, Tânia Maria de Cássia Marcucci Oliveira.

 

Um levantamento divulgado na semana passada pelo Ministério da Saúde (MS), indicou que no comparativo de 2016 com 2015, a taxa de mortalidade no Brasil aumentou 4,8%. O órgão federal credita o crescimento das mortes de bebês a dois eventos: o aumento da crise econômica e a epidemia do vírus zika. Neste período, segundo o estudo, Campinas também acompanhou o histórico nacional, mas, mesmo assim ficou dentro da meta e abaixo dos dois dígitos. Em 2015 foram 8,24 e no ano seguinte, de 9,16, ou seja, aumento de 10,4%. No Estado de São Paulo, a média foi de 2,80 (10,8 em 2015 e 2016 de 11,1).

Os fatores que mais causaram morte infantil em Campinas, segundo Tânia, são a prematuridade seguida de má formação. Por ano, nascem no município cerca de 15,5 mil crianças, só de Campinas. “A mortalidade infantil não se faz por si só. Existe todo um contexto, no qual tem que cuidar não só da criança, mas da mãe e envolver a família, como, por exemplo, pai e irmãos do bebê”, explicou Tânia.

De acordo com o Ministério da Saúde (MS), esse aumento entre 2015 e 2016, aconteceu pela primeira vez desde 1990, ou seja, após 26 anos. Ainda segundo dados do MS, entre bebês de um mês a um ano de idade, houve crescimento de 2% das mortes. De um a quatro anos, houve aumento de 11%.

Por conta da epidemia do Zika, segundo o MS, em 2016 houve redução de 5,3% na taxa de nascimentos no Brasil, parte atribuída ao adiamento da gestação e, parte, ao impacto da epidemia do vírus Zika. O número de nascimentos passou de 3.017.668 para 2.857.800, redução de 159.868 nascimentos em 2016. O MS explica que com isso houve redução do denominador usado para cálculo da taxa de mortalidade infantil, o que afetou o cálculo da taxa. “É também é necessário esclarecer que as crianças são as que mais sofrem com as mudanças socioeconômicas”, salientou o órgão federal em nota. “A crise econômica levou a uma alta taxa de desemprego e isso gerou um desajuste nos lares. Isso influencia muito na mortalidade infantil. Sem contar, que muitos municípios estão sem condições de investir”, avaliou.

De acordo o Ministério da Saúde, já estão em andamento ações conjuntas a outros órgãos governamentais para avaliar as causas desse repique na taxa de mortalidade. Inclusive, já está agendado uma reunião com os secretários de saúde de estados e municípios para o final de agosto para discutir a situação em profundidade e estudar formas de ação mais urgentes. “O Ministério da Saúde possui diversas políticas voltadas à saúde na infância. Uma delas, é a forte atuação da Estratégia Saúde da Família, que realiza atendimentos específicos na Atenção Básica, principalmente domiciliares, em 98,6% do território nacional. São 42.855 equipes, em 5.497 municípios, que fazem acompanhamento do dia-a-dia das crianças e são capazes de solucionar em até 80% os problemas de saúde”, destacou o órgão federal.

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